Encolhida entre as cobertas.
Não imagino o dia seguinte.
Não lembro do último dia.
Não penso, só sinto.
É difícil ter medo. Algo assim, um frio que sobe pela coluna, uma dor na garganta, um choque que percorre o corpo. Medo transformado em dor, pavor, agonia.
Sentimento terrível que contamina a vida da gente e ocupa todos os espaços. Transforma o viver num sobreviver, consciente de sua fragilidade.
Fraca, fraca, fraca.
Não importa o cansaço ou o sono. Não se pode dormir com o coração disparado.
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