03 janeiro 2007

"Eu o amo."
Era tudo em que ela podia pensar enquanto mergulhava no abraço dele, sentia seus braços cobrirem-na, se afundava naquele calor, e se afogava naquele sentimento...
"É, eu o amo."
E então o sol aparecia. Um ponto brilhante no horizonte, queimando o mar. E ela se lembrava de porquê estava ali e do que deveria fazer.
- Eu sinto muito. Adeus.
Horas depois, um homem de negócios fazendo sua caminhada matinal veria o corpo caído sobre a areia, se aproximaria e veria todo o sangue. E só então seria chamada a ambulância. Mas é claro que seria tarde demais.
Ninguém vira quando ele morrera. Afinal de contas, acima de qualquer coisa, naqueles instantes, ela havia amado o silenciador de seu revólver.

Texto que eu escrevi há muuuuuuito tempo...