<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-37879856</id><updated>2011-07-07T15:06:22.223-07:00</updated><category term='vida'/><category term='ficção'/><category term='citação'/><title type='text'>Ce sont des rêves...</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cesontdesreves.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37879856/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesontdesreves.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Bárbara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01692657294044383529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>26</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37879856.post-1835634425989344856</id><published>2011-03-05T04:25:00.000-08:00</published><updated>2011-03-05T04:29:37.594-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ficção'/><title type='text'></title><content type='html'>A sensação é de que fui arrancada à força de meu mundinho e largada nua no meio da estrada. A minha pele está gelada, cortada pelo vento; estou sozinha, sem a quem recorrer; desorientada, sem saber em que direção ir, o que fazer, e nem mesmo o que me aconteceu.&lt;br /&gt;Caminho para a borda da estrada, meio encolhida de frio, me agarrando a um pedaço de tecido velho que deixaram comigo. Um último resto de calor e dignidade. Me encolho, ando abaixada, de cócoras quase, os joelhos dobrados, a coluna inclinada para a frente, o braço direito segurando firme a fonte de calor contra o corpo, protegendo meus seios, minha barriga, enquanto o outro braço está caído, pronto a servir de apoio se eu cair no chão, ou girar como contra-peso, se eu precisar agir.&lt;br /&gt;Meus pés no mato alto, capim, não o toque gentil de grama. Uma pequena descida, do nível da estrada até o nível do campo, ainda antes da cerca. Mantenho a distância do arame farpado, mas não posso também ficar no meio da estrada, frágil diante de qualquer carro em disparada.&lt;br /&gt;Não sei se devo esperar por ajuda no canto da estrada. Se alguém me visse nesse estado, fraca, suja, nua, o que garantiria que me ajudaria? O que impediria de me ferir, de me torturar, de usar de uma crueldade cínica e sádica em mim? A ocasião faz o ladrão, dizem.&lt;br /&gt;Eu me encolho, agarro o mato com as mãos, busco algum refúgio no calor de meu próprio corpo. Não posso esperar, a morte é certa. O frio e, mais tarde, a fome e a sede, acabarão por me matar. Supondo, é claro, que serpentes ou outros animais não o façam antes. Minha única esperança é andar à beira da estrada e esperar que apareça alguma coisa. Algum abrigo, alguma roupa pendurada no varal de uma casinha vazia, alguém que pareça confiável, algum açude onde eu possa, enfim, me afogar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37879856-1835634425989344856?l=cesontdesreves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesontdesreves.blogspot.com/feeds/1835634425989344856/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37879856&amp;postID=1835634425989344856' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37879856/posts/default/1835634425989344856'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37879856/posts/default/1835634425989344856'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesontdesreves.blogspot.com/2011/03/sensacao-e-de-que-fui-arrancada-forca.html' title=''/><author><name>Bárbara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01692657294044383529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37879856.post-867480238240533019</id><published>2009-11-10T17:26:00.000-08:00</published><updated>2011-03-05T04:30:24.519-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ficção'/><title type='text'></title><content type='html'>Ele estava sentado num amplificador afinando a guitarra. Aquela, a guitarra vermelha de que ele gosta tanto. Ela tinha comprado uma excelente para ele, uma Gibson Les Paul maravilhosa. Havia custado caro e ela esperava que ele gostasse muito, mas ele sorriu de um jeito sem graça quando viu, como se tentasse não parecer mal agradecido, mas não estivesse interessado. Ela nunca o vira tocando a Les Paul. Mas a antiga, barata, arranhada, de uma marca ruim, essa estava sempre nas mãos dele. Suas mãos acariciavam as cordas de um jeito que fazia ela sentir ciúmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela estava escondida num canto atrás do palco e olhava ele ali em cima, se preparando para o último ensaio. Faziam dois meses que eles tinham terminado. Ele tinha ficado com outras mulheres e ela, com outros homens. Ela não sentia ciúmes dessas aventuras. Também achava que ele não sentia. Mas não havia nenhum momento em que ela o visse tocando e não sentisse a garganta arder com este sentimento amargo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela queria competir pelo afeto dele com outras mulheres, queria poder disputá-lo, queria vê-lo amar alguém, mesmo que não fosse ela. Se ele amasse outra, seria a prova de que ele era capaz de amar, e isso bastaria. Ela ficaria decepcionada de não ser a escolhida, mas o sofrimento não seria tanto. O que a machucava era a plena consciência de que sua rival não era humana, nem mesmo viva, e portanto não lhe era possível competir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os outros membros da banda estavam prontos. Eles riam e conversavam enquanto ele ajeitava a corda sol novamente. Ele levantou-se, disse que estava pronto, o baterista contou até três e eles começaram a tocar. Ela escondeu-se melhor atrás do palco, fechou os olhos e ouviu atenta. O som realmente era bom e nada parecido com a da Les Paul. Havia alguma coisa de único naquela guitarra. Nem todo o dinheiro do mundo compraria uma melhor para ele. Nem todo o amor do mundo poderia substituir aquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela mordeu os lábios nervosa. Quando eles haviam começado a se ver, ele tinha dado um fora em uma menina que era louca com ele, mas que queria mudá-lo completamente, transformá-lo em outra pessoa. Ele costumava ser bem discreto, mas contara essa história uma noite, após algumas garrafas de cerveja. Era isso que havia a fascinado nele, a recusa a se perder, a clara noção de identidade que ele tinha. E agora, como uma súbita revelação, ela se dava conta de que não o havia amado como sempre dissera, mas que apenas tivera a fixação por fazê-lo desistir disso. Encarara o relacionamento deles como um jogo, um desafio no qual ela poderia vencer sobre a personalidade dele. E não percebera que o som único daquela guitarra, o carinho que ele tinha por ela e por tudo que se relacionava à música, era parte dessa personalidade. Ele não era o tipo de pessoa que venderia sua alma por nada desse mundo, nem amor nem dinheiro, nem sexo nem drogas, nem nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela saiu dali, ansiosa para estar longe quando eles saíssem e com a forte necessidade de encontrar algo que a distraísse da vergonha que agora sentia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não sabia que ele já a havia visto. Ela não sabia que ele sabia que ela via os ensaios sempre. Ela não sabia que o coração dele batia mais rápido nessas situações, que a saudade apertava. Ela não sabia que, a cada noite, trancado em seu quarto, ele tocava a Les Paul. E ela não sabia o quanto ela o havia destruído.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37879856-867480238240533019?l=cesontdesreves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesontdesreves.blogspot.com/feeds/867480238240533019/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37879856&amp;postID=867480238240533019' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37879856/posts/default/867480238240533019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37879856/posts/default/867480238240533019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesontdesreves.blogspot.com/2009/11/ele-estava-sentado-num-amplificador.html' title=''/><author><name>Bárbara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01692657294044383529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37879856.post-2535703685082372619</id><published>2009-03-11T15:41:00.000-07:00</published><updated>2011-03-05T04:33:39.452-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ficção'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Hoje, faz um ano que eu moro aqui. A cidade lá embaixo segue como sempre. Daqui de cima, parecem pequenas formiguinhas e, de fato, se movem como tais. Organizadamente caminhando pelas calçadas, pequenos pontinhos coloridos mais ou menos do mesmo tamanho vestindo roupas mais ou menos iguais e feitas mais ou menos do mesmo material.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Viro mais um copo do velho uísque enquanto contemplo a rua abaixo. O líquido queima minha garganta e, por um instante, disfarça essa coisa estranha que sinto nela. Algo que não me lembro mais o que significa, mas que certa vez senti. Quando mesmo?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O meu apartamento fica na cobertura. É bem grande e espaçoso, bastante confortável. É meu então não tenho que pagar aluguel, mas já há algum tempo que não pago nem o condomínio nem os impostos. Algumas semanas atrás, alguém começou a vir e tocar na campainha. Eu não atendi. Deve ter pensado que eu tinha saído, pois foi embora e voltou no outro dia. Repete a cena. Repete. Repete e repete. E mais uma vez. Até que um dia vem quando estou ouvindo um dos meus discos, e se dá conta de que eu estive aqui dentro o tempo todo. Nunca vi alguém bater na porta com tanta força. E os gritos! Embora eu não tenha entendido nada. Provavelmente eram sobre os impostos. No que mais as formigas pensam?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O barulho da cidade parece irregular. Alguns o pensariam caótico. Mas eu vou além dos pequenos pensamentos da vida diária. Eu encontro os padrões. Eu vejo a figura de longe. Enxergo a caverna de fora, enquanto as formigas encaram as sombras na parede. Aliás, nem isso. Formigas caminham na sombra da mesa, sem levantar suas cabecinhas desproporcionais para olhá-la. Eu, já, estou de pé, grande e imponente, diante da mesa, minha mão sobre ela, o copo de uísque ao lado. É por isso que eu sei que as buzinas, os gritos, os passos, o som dos motores, o ruído incessante do vento empurrado pelos corredores de prédios... Tudo isso segue um padrão. Eu vejo esse padrão. Eu sei que a cidade é regular como uma calculadora. Não importa quantas vezes você aperte o um, o mais, o um e o igual, o visor sempre mostrará dois.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A sensação estranha na garganta de novo. Outro gole de uísque e ela se vai, como uma bruxa queimada numa fogueira alcoólatra.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Largo o copo sobre a mesa e meus pés me conduzem pela sala. É tudo tão regular que posso dançar ao ritmo humano. Meus pés descalços deslizam pela madeira, meus braços se abrem, minha cabeça se ergue e meus olhos encaram o teto manchado das minhas experiências. Eu giro, eu giro, e meu equilíbrio é lançado pelos ares. Caio no chão e sinto com prazer a dor na minha bunda. Sou tão decadente. E caótico. A cidade é regular, com seus elevadores, seus semáforos, suas calçadas, suas roupas, seus horários. As coisas seguem padrões pré-estabelecidos, fixos. Não há pessoas decadentes e caóticas dançando descalças pelo asfalto com eu danço no chão da minha casa. E se houver, tudo conspirará para colocá-la, limpa e arrumada, em seu lugar correto, na hora certa, em sua atividade maçante e regular.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas o que é isso na minha garganta? Talvez eu devesse ir ao médico descobrir se estou doente. Embora eu não queira sair da minha cobertura... Posso chamá-lo, e ele poderá vir e me dizer “diga ah” e eu abrirei minha boca enorme e ele verá meu esôfago e meus intestinos e dirá “você está doente” e me dará uma receita com um nome estranho de remédio que eu não comprarei porque não vou sair do meu apartamento para ir a uma farmácia comprar alguma droga que uma formiga diplomada receitou.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eu queria sair onde estão as pessoas de verdade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quando era jovem, certa vez eu fui acampar e encontrei um velho que morava numa cabana no meio da montanha. Ele tinha uma pequena roça e alguns animais que criava, e nunca ia a cidade. Vestia roupas antigas, surradas e sujas, e era rude como uma besta. Seus olhos eram negros como o céu em uma noite nublada de lua nova, mas todo o ódio que havia neles os fazia parecerem brasas vermelhas e quentes. Nós éramos cinco jovens recém-saídos da faculdade, brancos e de classe média, frágeis e delicadas formigas operárias, no auge da obediência às regras do formigueiro. E ele olhou para uma amiga minha, uma especialmente bonita, e naquele rosto antigo, marcado e feroz, podia-se ver o desejo que uma fera sente ao ver algo que pode destruir. Ela saiu de lá cheia de nojo, e muitos comentários sobre como ele era machista e vulgar foram feitos, inclusive por mim.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quatro anos atrás, eu voltei lá com a família que eu havia criado para mim. Depois de passeios por cachoeiras e caminhadas pelas montanhas, eu encontrei a casinha. Estava mais suja do que nunca e muito empoeirada. Depois de chamar algumas vezes, eu criei coragem e entrei. Encontrei uma caveira no chão da sala, com alguns ossos espalhados. Senti quase um início de piedade quando pensei que ele havia morrido sozinho. Mas eu ainda não entendia. Ainda que estivesse mais velho, eu ainda era a mesma formiga de antes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Minhas mãos tremem levemente enquanto acendo meu cigarro. É o meu último. Eu guardei tantos maços e economizei tanto e agora está no fim. Quando trago, a fumaça esconde a sensação estranha na garganta. Eu sei como o velho se sente. Ele não era feroz, vulgar, machista ou solitário. Nós havíamos invadido seu espaço e ele se defendeu como pôde. Era simples demais para fazer de outra maneira. E agora, quando me lembro de seus ossos, não sinto mais a velha piedade. É mais como uma inveja, uma profunda inveja. Deviam ter se passado meses, talvez até anos, desde que ele morrera até eu encontrá-lo. Se eu morrer aqui, o cheiro incomodará os vizinhos e eles chamarão a polícia. Em uma semana, antes que meus ossos estejam limpos, estarei debaixo da terra, em algum cemitério qualquer.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mais uma prova da regularidade das formigas: ouço passos do outro lado da porta. Meu colega desconhecido veio novamente bater na porta. A sensação estranha na garganta se torna mais forte do que nunca e eu bebo no bico da garrafa suas últimas gotas. Ele grita alguma coisa. Nem sei mais o que significam suas palavras ou se é voz de homem ou mulher. Estou bêbado demais ou será que passei tempo demais aqui dentro?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Caminho até a janela e a abro. Lá embaixo, tudo segue regular. Muitas pessoas trabalham, mais algumas andam na rua, algumas transam, outras morrem. Animais! Bando de animais, e, no entanto, abandonaram suas vidas e almas para se tornarem máquinas! Pegaram o pior de cada, se tornaram aberrações horríveis! Onde, afinal, onde estão as pessoas de verdade?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Um estrondo atrás de mim. Quando olho, a porta está arrebentada e algumas formigas me olham. Se ainda entendo dessas coisas, talvez aquelas ali sejam da polícia. Talvez não, quem disse que entendo qualquer coisa?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Gritam alguma coisa. Uma delas parece dizer meu nome. Dou uma leve tossida e eles se calam.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;“Ano passado, meu filho morreu durante uma viagem pela floresta, na Bolívia. Enquanto ele estava desaparecido, eu encontrei uma carta que ele havia me deixado, dizendo que tinha a intenção de morrer lá. Ele dava todos seus motivos e explicava ao fim que queria que eu seguisse em frente e que deixasse seu cadáver em paz. ‘Os mortos merecem seu descanso! Deixe meus ossos onde eu escolhi descansá-los!’ ele dizia. Quando encontraram o cadáver à beira de um rio, eu pedi que não o tocassem. Mas seguir em frente, isso eu não posso fazer. Meu filho devia morrer depois de mim. Devia ser eterno para mim. Não posso voltar a minha vida alienada depois que minha venda me foi arrancada.”&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A dor na garganta atrapalha a falar, mas tudo saiu claro, acho. Algo molhado e quente desliza pela minha bochecha enquanto me lembro do que é chorar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sento-me na janela e deixo o corpo cair para fora. Posso ver as formiguinhas pulando em minha direção, as mãos estendidas, gritando. Posso sentir o vento contra meu corpo. Lá embaixo há mais formiguinhas. Talvez com um corpo na rua, elas tenham que descobrir outro caminho.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37879856-2535703685082372619?l=cesontdesreves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesontdesreves.blogspot.com/feeds/2535703685082372619/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37879856&amp;postID=2535703685082372619' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37879856/posts/default/2535703685082372619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37879856/posts/default/2535703685082372619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesontdesreves.blogspot.com/2009/03/hoje-faz-um-ano-que-eu-moro-aqui.html' title=''/><author><name>Bárbara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01692657294044383529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37879856.post-3782343485418506216</id><published>2009-01-21T20:55:00.000-08:00</published><updated>2011-03-05T04:33:39.452-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ficção'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;"Acorda, acorda!" Javier abriu dois olhos preguiçosos enquanto sentia o corpo sendo sacudido. A voz do colega parecia desesperada. Algo havia dado errado? "Eles mataram o capitão! Querem matar o resto de nós!" O quê? "Vamos, acorda! Temos que cair fora daqui!"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Em um só gesto e ele já estava sentado, terminando de calçar as botas. "Mas do que você está falando? Estava tudo bem!" "E eu lá entendo a cabeça desses selvagens? Só pega tudo que você puder e vamos embora! Eles querem nos matar!" E Pablo saiu, deixando as palavras no ar. Agora que estava bem desperto, Javier podia sentir a movimentação no ar, ver as luzes tremulando do lado de fora e ouvir gritos, cada vez mais freqüentes, de pelo menos dois tipos: as vozes assustadas de homens espanhóis e os berros inumanos dos selvagens. Não havia mesmo tempo a perder.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Pegou tudo que viu pela frente, fossem jóias, estátuas, moedas ou qualquer outra coisa que parecesse brilhar levemente sob a luz amarelada de uma tocha. Saiu pela porta e tentou andar o mais rápido que podia, tropeçando aqui e ali. Pela fresta de uma porta, viu o olhar assustado de uma criança nativa. Ela tinha olhos mais negros que a noite, olhos que pareciam sugar para dentro de algum pesadelo infantil... olhos de demônio, como Padre Miguel dizia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Alguns gritos vieram por trás. Os selvagens logo estariam ali. Começou a correr, mas suas botas enfiavam muito fundo na lama e era difícil avançar. Descobriu que podia ir mais rápido se andasse como uma garça, mas aquilo o fez sentir-se ridículo. Um colar de ouro caiu na lama e Javier abaixou-se para pegá-lo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;"Javier? Venha logo, temos que chegar ao navio!"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mais algumas moedas caíram. Se chegasse de mãos vazias, provavelmente Hernan lhe diria que seria melhor se tivesse morrido. Tentou novamente seguir em frente. A terra ficava mais firme e era mais fácil andar. A confiança voltou e Javier tentou andar mais rápido, quando ouviu novos gritos. Eram vozes selvagens e brutais, que, apesar de usarem outra língua, pareciam evocar torturas e sacrifícios humanos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Apressou o passo e tropeçou. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Levantou-se, abaixou-se de novo para pegar as coisas que caíram, tentou correr. O peso do ouro tornava a atividade difícil. As vozes atrás se aproximavam. Ao longe, podia ver um de seus companheiros ter a cabeça decepada por um índio forte e altivo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Dizem que no sul essas feras chegavam até mesmo a comer carne humana. Mas esses eram diferentes. Eram honrados, não atacavam pelas costas e não matavam os inimigos em batalha. Só nos sacrifícios, só para os deuses. Hernan queria se aproveitar disso para derrotá-los. É mais fácil derrotar tolos como esses. O que ele estaria pensando agora que seus soldados caíram em uma emboscada desses bobos?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Escorregou, e dessa vez foram ao chão boa parte das coisas que levava consigo. Abaixou-se, tateou a terra, juntou todo o ouro que podia ver à luz da lua em um único monte. Forçou a vista tentando encontrar mais alguma coisa. Sob uma luz de tocha, viu uma moeda grande que caíra um pouco mais longe das outras. Sob uma luz de tocha. Sob uma luz de tocha, Javier levantou a cabeça. Olhos negros encontraram com os seus. Uma arma estranha, parecida com uma espada rústica, ergueu-se. Sob uma luz de tocha, Javier morreu.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37879856-3782343485418506216?l=cesontdesreves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesontdesreves.blogspot.com/feeds/3782343485418506216/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37879856&amp;postID=3782343485418506216' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37879856/posts/default/3782343485418506216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37879856/posts/default/3782343485418506216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesontdesreves.blogspot.com/2009/01/acorda-acorda-javier-abriu-dois-olhos.html' title=''/><author><name>Bárbara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01692657294044383529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37879856.post-912504281942703566</id><published>2008-10-25T18:38:00.000-07:00</published><updated>2011-03-05T04:39:01.101-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vida'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Have you ever felt like you needed to go on vacation?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;It's been a time now that this is all I think about.&lt;br /&gt;I'm not talking about laziness, having nothing to do so I can do all the stupid things I do when I've got nothing to do. I'm talking about getting rid of all my vices - of getting the time I need to force me to &lt;strong&gt;work&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;I'm in great need of a PLAN.&lt;br /&gt;I need to be disciplined at least once in my life.&lt;br /&gt;Like a lil' robot. I need to do what I'm programed to do. And I gotta be my own programer.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;I gotta &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;review&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, and then &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;plan&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, and then, &lt;strong&gt;do it&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Does anybody think I got what it takes?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37879856-912504281942703566?l=cesontdesreves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesontdesreves.blogspot.com/feeds/912504281942703566/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37879856&amp;postID=912504281942703566' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37879856/posts/default/912504281942703566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37879856/posts/default/912504281942703566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesontdesreves.blogspot.com/2008/10/have-you-ever-felt-like-you-needed-to.html' title=''/><author><name>Bárbara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01692657294044383529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37879856.post-6770995776243179478</id><published>2008-09-29T07:35:00.000-07:00</published><updated>2011-03-05T04:33:39.452-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ficção'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Era um túnel escuro, úmido e sujo. Eva hesitava em sua entrada. Ali fora, outras pessoas brincavam e corriam ao sol. A grama era verde e macia. Um riacho de águas puras e cheias de peixes cortava o vale. As pessoas corriam e riam e, por vezes, tropeçavam e choravam.&lt;br /&gt;Eva corria há anos pelo vale. Não conhecia cada parte dali, cada pessoa, cada besouro, cada peixe, cada arbusto. Mas conhecia o suficiente para se entediar e querer ir além. Seus companheiros não se sentiam assim. Depois de um tempo, as coisas ficavam chatas, mas enfrentar as montanhas e sair do vale seria estúpido. Afinal, todos sabiam o que havia lá e não era algo que se pudesse enfrentar. O fato de que cada um acreditasse que existia algo diferente não impedia que o medo e desinteresse fosse geral. Quer houvessem leões ou um abismo, fosse um inferno gelado ou um lago sem fim, não era nada para os habitantes do vale.&lt;br /&gt;Algumas pessoas ousaram sair. Algumas voltaram, outras não. Mas cada uma que voltava, contava uma história diferente e incompatível.&lt;br /&gt;Ninguém, no entanto, entrava no túnel. Eva não sabia porquê, mas ninguém queria ir lá.&lt;br /&gt;“Para quê? Só deve haver terra e sujeira lá!”&lt;br /&gt;Mas, agora, ela estava prestes a entrar. Não porque quisesse, mas porque, sem querer, deixara seu casaco cair lá. Não poderia enfrentar as montanhas geladas sem ele.&lt;br /&gt;“Esqueça isso! Você não deveria viajar mesmo!”&lt;br /&gt;Era isso. Ela respirou fundo e entrou.&lt;br /&gt;Seus pés afundavam na imundice e seus olhos custavam a se acostumar à falta de luz. Ela tropeçou e se apoiou na parede. Sentiu lama e sujeira úmidas grudarem em seus dedos. Ouviu um rosnado à frente.&lt;br /&gt;Forçando a vista, viu um urso deitado, segurando seu casaco debaixo da pata. O túnel continuava atrás dele e havia alguma luz fraca, assim como algo brilhante nas paredes e o ruído distante de água. Ao mesmo tempo em que sua curiosidade aumentava, o animal ergueu-se rosnando ameaçadoramente.&lt;br /&gt;Ela saiu correndo e tropeçando e chegou de volta a entrada. Sentou-se em um tufo de grama sob o sol forte e ficou ali, tremendo e soluçando, por um longo tempo. Seu plano de sair do vale foi adiado por anos e ela nunca esqueceu do vislumbre de luz no fim do túnel.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37879856-6770995776243179478?l=cesontdesreves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesontdesreves.blogspot.com/feeds/6770995776243179478/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37879856&amp;postID=6770995776243179478' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37879856/posts/default/6770995776243179478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37879856/posts/default/6770995776243179478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesontdesreves.blogspot.com/2008/09/era-um-tnel-escuro-mido-e-sujo.html' title=''/><author><name>Bárbara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01692657294044383529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37879856.post-4171199426956722060</id><published>2008-09-17T08:37:00.000-07:00</published><updated>2011-03-05T04:37:26.943-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='citação'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;Software cria músicas a partir de modelo de canção&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Qua, 17 Set, 08h47&lt;br /&gt;Por Rodrigo Martin de Macedo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Uma dupla de cientistas da Universidade do Sul da California, nos Estados Unidos, desenvolveu o Automatic Style Specific Accompaniment (ASSA, ou acompanhamento automático para um estilo específico, em tradução livre), um software que cria um acompanhamento para as músicas de qualquer artista.&lt;br /&gt;A dupla composta pela professora e pianista Elaine Chew e o guitarrista PhD Ching-Hua Chuan utilizou as teorias de progressão harmônica elaboradas pelo acadêmico alemão do século XIX Hugo Riemann para analisar a estrutura de músicas das bandas Radiohead, Green Day e Keane, noticiou o site TechRadar.&lt;br /&gt;Com a análise de três ou quatro canções, o software então criou um acompanhamento que pode enganar os ouvintes entre 70% e 80% do tempo. O trabalho, ainda em pesquisa, receberá um protótipo interativo em C++ ou Java, permitindo futuramente ao usuário reproduzir músicas que serão utilizadas na criação de novos acompanhamentos.&lt;br /&gt;Informações técnicas do projeto podem ser lidas em um arquivo PDF, em inglês, divulgado pelos autores no link tinyurl.com/67sj8t.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/s/080917/7/gjsk61.html&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A cada dia, aquela música do Nação Zumbi se torna mais verdadeira: computadores fazem arte, artistas fazem é dinheiro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37879856-4171199426956722060?l=cesontdesreves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesontdesreves.blogspot.com/feeds/4171199426956722060/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37879856&amp;postID=4171199426956722060' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37879856/posts/default/4171199426956722060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37879856/posts/default/4171199426956722060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesontdesreves.blogspot.com/2008/09/software-cria-msicas-partir-de-modelo.html' title=''/><author><name>Bárbara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01692657294044383529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37879856.post-8016531134538205233</id><published>2008-09-08T10:19:00.001-07:00</published><updated>2011-03-05T04:33:39.453-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ficção'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;I felt like I’d die. But as my blood stopped getting out and my sight returned, I knew it wasn’t coming that day. It’s a lil’ naïve, perhaps, to think everything will be fine as it ends, but that’s what he told me then, and I couldn’t avoid believing. He saved my life. I don’t know him, and I don’t even remember his name – even thought I remember it was written in the id on his chest in black and bold letters – but I trust him because he told me I’d live and I lived.&lt;br /&gt;It’s been two weeks since the car accident and my lungs still work, as well as my fragile heart. The hospital is made of soft and light colors, dancing before my eyes, and I keep getting sicker and sicker. I dream while I’m awake. I dream of blood, and glass, and metal, and I scream and cry for help.&lt;br /&gt;The doctor told me I was going to be okay, but my mother was crying last time she came. She held my hand and told me I’d be safe because she was there and she’d take care of me. She wanted to stay at night but I asked dad to take her home so I could be alone and he did it.&lt;br /&gt;It’s all fine. I’m writing some letters I wish they’ll send when I’m gone, and I’m always happy – except when the fever and the visions come back, of course. When it’s all fine I’ll go, as the guy from the ambulance told me. Until then, I only have to wait. I’m excited and anxious. I keep telling myself this. Just a few days yet.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37879856-8016531134538205233?l=cesontdesreves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesontdesreves.blogspot.com/feeds/8016531134538205233/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37879856&amp;postID=8016531134538205233' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37879856/posts/default/8016531134538205233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37879856/posts/default/8016531134538205233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesontdesreves.blogspot.com/2008/09/i-felt-like-id-die.html' title=''/><author><name>Bárbara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01692657294044383529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37879856.post-7458358650382807478</id><published>2008-09-05T14:05:00.000-07:00</published><updated>2011-03-05T04:37:26.944-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='citação'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Malgrado o que sustentam todas as teorias e todos os partidos políticos, nenhuma revolução pode lograr êxito verdadeiro e duradouro se não se opõe ferozmente à tirania e à centralização, se não luta com determinação para passar na peneira todos os valores econômicos, sociais e culturais. Não se trata de substituir um partido por um outro a fim de que ele controle o governo, nem de camuflar um regime autocrático sob &lt;em&gt;slogans&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;proletários, nem mascarar a ditadura de uma nova classe sobre uma classe mais antiga, nem se entregar a manobras quaisquer nos bastidores do teatro político. Trata-se, sim, de suprimir completamente todos os princípios autoritários para servir a revolução."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="right"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;GOLDMAN, Emma. A Revolução Social.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37879856-7458358650382807478?l=cesontdesreves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesontdesreves.blogspot.com/feeds/7458358650382807478/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37879856&amp;postID=7458358650382807478' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37879856/posts/default/7458358650382807478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37879856/posts/default/7458358650382807478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesontdesreves.blogspot.com/2008/09/malgrado-o-que-sustentam-todas-as.html' title=''/><author><name>Bárbara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01692657294044383529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37879856.post-3808057623592565788</id><published>2008-09-02T10:17:00.000-07:00</published><updated>2011-03-05T04:37:26.944-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='citação'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family: verdana;font-size:85%;" &gt;"O povo consente&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt; porque é persuadido da necessidade da autoridade; inculcam nele a idéia de que o homem é mau, virulento e demasiado incompetente para saber o que é bom para ele. É a idéia fundamental de todo governo e de toda opressão. Deus e o Estado só existem e são sustentados por causa dessa doutrina."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;GOLDMAN, Emma. O Indíviduo, a Sociedade e o Estado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37879856-3808057623592565788?l=cesontdesreves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesontdesreves.blogspot.com/feeds/3808057623592565788/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37879856&amp;postID=3808057623592565788' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37879856/posts/default/3808057623592565788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37879856/posts/default/3808057623592565788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesontdesreves.blogspot.com/2008/09/o-povo-consente-porque-persuadido-da.html' title=''/><author><name>Bárbara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01692657294044383529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37879856.post-934464755614128229</id><published>2008-08-30T21:10:00.000-07:00</published><updated>2011-03-05T04:40:27.444-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vida'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ano passado, pedi um sombrero de aniversário. Ninguém me deu. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Então, esse ano, resolvi publicar uma lista completa com diversos possíveis presentes, para todo mundo saber o que me dar, e, se alguém não quiser (e preferir juntar 20 pessoas para comprar um presente caro e incrível para mim) tem sempre outra pessoa que pode ver a lista e me dar o que eu pedi. Praticíssimo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;sombrero&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;bengala (de madeira)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ioiô&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;tridents sabor canela&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;lanterna (que caiba em uma bolsa)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;caneta Bic vermelha&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;hq ou mangá p&amp;amp;b colorido com giz de cera ou lápis de cor por uma criança ou alguém que não sabe colorir&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;marcador permanente (canetão)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;tatuagem que vem em chips&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;bala chita&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;presilha/tic-tac preta/o&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;anel prateado (que não fique largo)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;tridents sabor morango&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;palheta (para baixo)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;solda&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;ebook de Clube da Luta&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;sonho de valsa&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;pote de ouro do fim do arco-íris&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37879856-934464755614128229?l=cesontdesreves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesontdesreves.blogspot.com/feeds/934464755614128229/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37879856&amp;postID=934464755614128229' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37879856/posts/default/934464755614128229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37879856/posts/default/934464755614128229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesontdesreves.blogspot.com/2008/08/ano-passado-pedi-um-sombrero-de.html' title=''/><author><name>Bárbara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01692657294044383529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37879856.post-5149243522595814581</id><published>2008-08-09T14:50:00.000-07:00</published><updated>2011-03-05T04:33:39.453-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ficção'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;"&gt;Se eu dissesse que o esperei a tarde toda, será que me olhariam com piedade? A tarde toda, desde o almoço até pouco depois do sol se pôr. E então, tímida, eu fui pra casa. Todos os olhares que por acaso se encontravam com os meus pareciam reprovar minha conduta. Uma enorme vergonha dilacerava meu peito. Eu acreditei! Todos esses anos não me ensinaram nada? Todas as decepções e dificuldades não me ensinaram nada? Depois de tudo, eu cometi o mesmo erro, e agora poderia me arrastar humilhada de volta para casa, onde contaria como fui enganada, e eles se apiedariam de mim e me abraçariam e diriam que tudo ficaria bem. E tudo ficaria. Mas porque estava bem desde o início.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;"&gt;Assim, a vergonha superando a auto-piedade, eu disse:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;"&gt;- Eu fui na casa da Lorena, mãe. Passei a tarde lá, conversando.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;"&gt;E ela nem reparou na minha mentira.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;"&gt;Atravessei a sala, entrei no meu quarto, fechei a porta atrás de mim. Sentei na cama e pensei por um longo momento se deveria chorar ou não. Conferi, pela milésima vez, o meu celular. Nenhuma ligação perdida, nenhuma mensagem, nada. Meu pai se esqueceu de mim. De novo. Mais uma vez. Como sempre.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;"&gt;A noite se passou normal. O jantar estava péssimo, mas minha mãe nunca cozinhou bem e eu já estava começando a me acostumar. Nós conversamos sobre trivialidades, ela foi assistir jornal enquanto eu tomava meu banho, e então eu fui dormir e fiquei ouvindo o barulho do chuveiro enquanto ela tomava banho. Saber que ela estava ali perto, ouvir o barulho da água, dos passos, da tetrachave sendo fechada, da porta do quarto dela se fechando... Tudo aquilo dava uma sensação tão grande de segurança e conforto. Lembrava os primeiros meses depois da separação, quando eu e ela moramos na casa da vó e nós dividimos a cama. Aninhar-me nos braços de minha mãe... Quase tão bom quanto provavelmente fora aninhar-se em seu útero.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;"&gt;Logo minha mente já vagava por outros assuntos. Pensei na escola, pensei nas coisas que tinha pra fazer, e logo minha mente já vagava pelas questões difíceis do meu relacionamento com certo menino... Adormeci pensando nele, e naquele momento, as piores coisas que eu era capaz de imaginar era a possibilidade de levar um fora. Estava de volta ao mundo dos problemas pequenos e menores, para não dizer infantis, enquanto protegia a mim mesma do mundo real que me aguardava lá fora.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;"&gt;Fui pra escola como em qualquer outra segunda-feira e nem me lembrei do fim de semana. Ninguém me perguntou nada, ninguém nem lembrava que eu podia ter família. Dentro da escola, tudo que interessava era fofocar sobre a vida alheia e aprender trigonometria. O Diogo era um idiota, mas ninguém sabia que o irmão dele havia se suicidado havia apenas um ano. A Carol traiu o namorado, mas ninguém se importava se ele usava cocaína e a tratava mal. O Fred estava usando maconha, mas ninguém nem lembrava que o Júlio bebia tanto que no último feriado entrou em coma alcoólico e acabou no hospital.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;"&gt;Naquele ambiente tão cheio de problemas, e ao mesmo tempo tão distante deles, eu me esqueci da realidade para me concentrar nos pequenos problemas artificiais, que, no fundo, no fundo, importam tanto quanto o grafite da minha lapiseira ser B ou 2B.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;"&gt;No quarto horário, pouco depois do recreio, o meu celular tocou. O professor me olhou com bastante raiva enquanto eu apertava o botão vermelho de desligar e entrava no menu para colocar no silencioso. Eu estava nervosa e envergonhada. E então, para piorar tudo, o celular tocou de novo. Era a minha mãe, mais uma vez. Eu desliguei de novo, e o professor me xingou e reclamou de celulares ligados e tomou meu celular. Chato como sempre. Eu não tive escolha. Ele desligou o celular, jogou-o na mesa e continuou a aula, enquanto eu ficava lá, morrendo de vergonha e preocupação. A turma toda havia rido com o toque, e muitos ainda não haviam tirado os olhos de mim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;"&gt;Passam-se alguns minutos e alguém bate na porta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;"&gt;- Eu poderia falar com a aluna Daniela Freitas?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;"&gt;Eu me levantei, confusa, e lá fora, a moça me disse:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;"&gt;- A sua mãe ligou para o colégio. Parece que seu pai sofreu um acidente de carro e está no hospital. Ela vem te buscar daqui a pouco e pediu para que já esperasse na entrada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;"&gt;Eu me senti tão culpada. Meu pai não foi me ver porque sofreu um acidente. Como eu pude pensar que ele se esqueceu de mim? E por que eu não liguei para ele? Talvez eu pudesse fazer alguma coisa. Que tipo de filha eu era, me envergonhando de ter ido a lanchonete onde ele disse para eu espera-lo, pensando que era melhor nem ir, já que ele não iria de qualquer jeito. Eu deveria saber que, por mais que ele tenha cometido seus erros, ele ainda é meu pai e se importa comigo, e que as pessoas mudam. Para melhor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;"&gt;Minha mãe me buscou, mas não falou nada. Só quando eu perguntei:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;"&gt;- O que aconteceu exatamente?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;"&gt;- Sua tia me ligou dizendo que seu pai estava no hospital.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;"&gt;- Sim, mas por quê? Disseram que ele sofreu um acidente de carro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;"&gt;Ela me lançou um olhar assustador nessa hora, e eu não entendi.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;"&gt;- Você não está com pena dele, está?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;"&gt;- Ele está bem?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;"&gt;- Está sim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;"&gt;- Mas mãe...?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;"&gt;- A sua tia, dramática daquele jeito, me assustou, se não fosse isso eu nem teria te buscado. Mas eu acabo de ligar pro hospital, e ele está bem. Muito bem, aliás. Mas é bom você vê-lo, não? Foi aniversário dele esses dias pra trás...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;"&gt;- Ele passou a noite no hospital, mãe? Ele está mesmo bem?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;"&gt;Ela me lançou de novo o mesmo olhar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;"&gt;- Ele passou a noite na farra, bebeu, e sofreu um acidente quando voltava para casa hoje de manhã. Ele está bem. Mas não por muito tempo...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; font-family: Tahoma;"&gt;E eu soube naquele momento que não era de culpa, vergonha ou auto-piedade que eu precisava. Mesmo aquele grande problema não era nada além de uma desculpa esfarrapada para me sentir mal. E lá ia eu, ver meu pai, e esquecer de tudo que se passou, sorrir-lhe um sorriso sem significado e deixa-lo sentir a culpa de se esquecer de sua única filha...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37879856-5149243522595814581?l=cesontdesreves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesontdesreves.blogspot.com/feeds/5149243522595814581/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37879856&amp;postID=5149243522595814581' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37879856/posts/default/5149243522595814581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37879856/posts/default/5149243522595814581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesontdesreves.blogspot.com/2008/08/se-eu-dissesse-que-o-esperei-tarde-toda.html' title=''/><author><name>Bárbara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01692657294044383529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37879856.post-8745859284462047257</id><published>2008-06-05T12:20:00.000-07:00</published><updated>2011-03-05T04:40:27.444-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vida'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Não tem ameixa?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Não.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Por que não? Tinha no outro dia...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Ah, é que o Brasil está fazendo um embargo contra o Chile, então a gente não consegue mais ameixas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Um embargo? Por quê?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- É que o Chile fez um embargo contra a carne brasileira, porque deu febre aftosa lá no Sul.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- Nossa, uma vaca tem febre e eu não como ameixa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;- É...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;História real. Aulinha de economia no sacolão. XD&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37879856-8745859284462047257?l=cesontdesreves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesontdesreves.blogspot.com/feeds/8745859284462047257/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37879856&amp;postID=8745859284462047257' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37879856/posts/default/8745859284462047257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37879856/posts/default/8745859284462047257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesontdesreves.blogspot.com/2008/06/no-tem-ameixa-no.html' title=''/><author><name>Bárbara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01692657294044383529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37879856.post-4723685365276608891</id><published>2008-05-11T16:27:00.000-07:00</published><updated>2011-03-05T04:33:39.453-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ficção'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Era uma tarde cinzenta de segunda-feira. As nuvens tingiam o céu de diversos tons de cinza, desde o prata até o grafite. As pinturas dos prédios tomavam tons acinzentados, que combinavam bem com o cinza claro do cimento da calçada e o cinza escuro do asfalto das ruas. Entre várias pessoas (cinzentas), andava uma menina (com um humor tediosamente cinza).&lt;br /&gt;Tinha o olhar distante, e pode-se perguntar se via por onde ia. Mastigava de boca aberta um chicletes (surpreendentemente rosa), andava com passos firmes, segurava a chave de casa em uma das mãos, e, enquanto andava, a manga de seu casaco roçando no resto dele fazia zip-zip.&lt;br /&gt;Embora o som da cidade, com seus carros e suas pessoas, seus ocasionais pássaros e suas numerosas máquinas, chegasse a seus ouvidos, em sua mente os únicos sons eram as vozes - todas similares - que discutiam os mais diversos assuntos que lhe diziam respeito. No momento em que atravessou a rua da Bahia, por exemplo, estavam empenhadas em descobrir se a professora de Biologia lembraria do trabalho que pedira para o dia seguinte, ou se seria possível enrolá-la e assim ganhar mais uma semana. Quando parou na calçada da Bias Fortes, esperando o sinal fechar para os carros e abrir para os pedestres, o assunto já era um carro verde fosforescente que acabara de passar - como alguém teria coragem de sair em uma coisa daquelas? As vozes - que se assemelhavam em timbre, tom e altura, embora variassem em entonação - discorriam sobre as ruas, a escola, as pessoas, as coisas, o céu, e tudo que havia para discorrer. Incessantemente.&lt;br /&gt;Quando o cinza dos céus decidiu por fim cair à terra, na forma de uma chuva acinzentadamente gelada, ela deixou de andar em linhas retas para procurar refúgios, lugares secos. Quando as gotas se tornaram numerosas o suficiente para acabar com estes abrigos, os passos dela se tornaram mais rápidos, até que a caminhada se tornou uma corrida. Subir um morro, correndo, debaixo de chuva, mostrou-se uma tarefa mais árdua do que ela esperava. Por fim, teve que se contentar com diminuir o passo e aceitar que o corpo ficasse encharcado. Suas vozes interiores se juntaram em coro e lembravam umas às outras todos os palavrões que conheciam.&lt;br /&gt;E então, ofegante, encharcada, tremendo, xingando, e mais cinza do que nunca, ela chegou ao topo do morro e lá, na esquina com a Aimorés, esperavam duas meninas e um menino.&lt;br /&gt;"Até que enfim!"&lt;br /&gt;"Por que demorou?"&lt;br /&gt;"Nós já compramos os ingressos, o filme começa daqui a pouco."&lt;br /&gt;"Vamos voltar pro cinema, então?"&lt;br /&gt;E ela foi, encharcar as poltronas cinzentas, irritando os funcionários de humor cinza, assistir um filme cheio de cores.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37879856-4723685365276608891?l=cesontdesreves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesontdesreves.blogspot.com/feeds/4723685365276608891/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37879856&amp;postID=4723685365276608891' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37879856/posts/default/4723685365276608891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37879856/posts/default/4723685365276608891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesontdesreves.blogspot.com/2008/05/era-uma-tarde-cinzenta-de-segunda-feira.html' title=''/><author><name>Bárbara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01692657294044383529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37879856.post-9099952141202414306</id><published>2008-03-28T20:27:00.000-07:00</published><updated>2011-03-05T04:40:27.445-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vida'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Eu não chorei quando elas choraram.&lt;br /&gt;Eu tampouco chorei antes delas.&lt;br /&gt;Talvez eu seja mais forte, mais dura, mais resistente.&lt;br /&gt;Talvez eu seja mais fraca, mais só, mais covarde.&lt;br /&gt;Mas quando eu pensei que minha garganta deveria doer, ela não doeu.&lt;br /&gt;Quando eu pensei que devia sufocar um grito, não havia grito para sufocar.&lt;br /&gt;Aonde estão os sentimentos que estavam aqui?&lt;br /&gt;Eu jurava que podia sentir medo. Os músculos tensos, o coração disparado. Mas nem o medo me fez chorar.&lt;br /&gt;A verdade é que o cadáver não pode mais temer a morte.&lt;br /&gt;Não pode sentir a frieza de sua carne, não pode perceber a paralisia de seus movimentos.&lt;br /&gt;Se estou perdida longe de mim, como posso saber o que sinto? Como posso chorar minhas lágrimas, ou gritar com a minha dor?&lt;br /&gt;A apatia devora a minha carne morta.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37879856-9099952141202414306?l=cesontdesreves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesontdesreves.blogspot.com/feeds/9099952141202414306/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37879856&amp;postID=9099952141202414306' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37879856/posts/default/9099952141202414306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37879856/posts/default/9099952141202414306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesontdesreves.blogspot.com/2008/03/eu-no-chorei-quando-elas-choraram.html' title=''/><author><name>Bárbara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01692657294044383529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37879856.post-2364253402251773699</id><published>2007-10-21T10:30:00.000-07:00</published><updated>2011-03-05T04:37:26.944-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='citação'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: times new roman;"&gt;(...) Iavé, o Deus dos judeus, correspondia, no início, principalmente à Divindade de uma tribo semita que protegeu o Seu próprio povo. Junto com Ele havia outros deuses presidindo outras tribos. Não há nessa época nenhum indício de um outro mundo.&lt;br /&gt;    O Senhor Deus de Israel dirigia a sorte terrena da Sua tribo. É um Deus ciumento e não tolerava que o Seu povo tivesse outros deuses além Dele. Os profetas antigos eram líderes políticos que passavam boa parte do tempo reprimindo o culto a outros deuses por medo de incorrer no desagrado de Iavé e pôr em risco a coesão social dos judeus. Esse caráter nacionalista e tribal da religião judaica foi intensificado por uma série de desastres nacionais.(...)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: times new roman;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;RUSSEL, Bertrand. História do pensamento ocidental.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: times new roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37879856-2364253402251773699?l=cesontdesreves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesontdesreves.blogspot.com/feeds/2364253402251773699/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37879856&amp;postID=2364253402251773699' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37879856/posts/default/2364253402251773699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37879856/posts/default/2364253402251773699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesontdesreves.blogspot.com/2007/10/blog-post.html' title=''/><author><name>Bárbara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01692657294044383529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37879856.post-3626238790308731565</id><published>2007-10-15T19:02:00.000-07:00</published><updated>2011-03-05T04:40:27.445-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vida'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Encolhida entre as cobertas.&lt;br /&gt;Não imagino o dia seguinte.&lt;br /&gt;Não lembro do último dia.&lt;br /&gt;Não penso, só sinto.&lt;br /&gt;É difícil ter medo. Algo assim, um frio que sobe pela coluna, uma dor na garganta, um choque que percorre o corpo. Medo transformado em dor, pavor, agonia.&lt;br /&gt;Sentimento terrível que contamina a vida da gente e ocupa todos os espaços. Transforma o viver num sobreviver, consciente de sua fragilidade.&lt;br /&gt;Fraca, fraca, fraca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não importa o cansaço ou o sono. Não se pode dormir com o coração disparado.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37879856-3626238790308731565?l=cesontdesreves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesontdesreves.blogspot.com/feeds/3626238790308731565/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37879856&amp;postID=3626238790308731565' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37879856/posts/default/3626238790308731565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37879856/posts/default/3626238790308731565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesontdesreves.blogspot.com/2007/10/encolhida-entre-as-cobertas.html' title=''/><author><name>Bárbara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01692657294044383529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37879856.post-4229472254545847256</id><published>2007-08-27T17:17:00.000-07:00</published><updated>2011-03-05T04:33:39.454-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ficção'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Três horas da tarde. O Sol, ainda forte, bate na janela e entra, atravessando o vidro, batendo no chão, esquentando o quarto. Na cama, está ela. Deitada sobre as cobertas, de camiseta larga e branca, de short curto e fresco, a cabeça coberta pelo travesseiro, as pernas esticadas, um dos braços ao lado do corpo, o outro sobre o travesseiro, a mão pesando sobre o lado do rosto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quente. O calor toca cada parte do corpo dela, e ela teme a sensação desagradável de suar. Lá fora, debaixo do sol forte, sem camisa, alguém devia estar correndo, o corpo todo molhado e mal cheiroso, ao mesmo tempo que brilhante e fresco. E essa pessoa provavelmente chutaria uma bola, sujando de poeira o tênis surrado, e em seguida gritaria, bem alto, “goooool!!!!!!!!!”, enquanto um goleiro mal humorado resmungaria algum palavrão consigo mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mas dentro do quarto não chega o grito, não chega o palavrão, não chega nada além do piar insistente dos passarinhos perto da janela, e do barulho incessante dos carros passando na rua &lt;st1:personname productid="em frente. E" st="on"&gt;em frente. E&lt;/st1:PersonName&gt; o respirar constante e calmo de uma mulher confusa, medrosa, desanimada, deitada sobre uma cama.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Um, dois, inspira. Três, quatro, expira. E lá fora, alguém com o peito e as costas nuas respira de boca aberta, ofegante, enquanto rouba a bola de mais um adversário. Dribla um, dribla dois, passa para o companheiro de time, e ela respira fundo, alheia a tudo isso, tentando esfriar a cabeça, tentando pensar no que fazer.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mais um gol, e mais outro, e talvez até mais um. Mais nenhum daquele jogador, e nem sempre de seus companheiros de time. Ela aperta os olhos com força. Vira a cabeça, contorce o corpo. Sente sede. E alguém em outro lugar, também sente. Escorrega, machuca-se um pouco, e no meio da nuvem de poeira que se ergue a seu redor, percebe, pela primeira vez desde que o jogo começou, que o dia está quente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Sentam-se. O sol já bate nas pernas dela. Baixou mais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quatro horas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ela põe os pés no chão, levanta-se e senta-se de novo. Tontura.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ele segura uma mão que lhe estendem e levanta-se. Cai de novo. O pé dói.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ela levanta-se de novo. Põe a mão na parede, segue em direção a porta, tontura, visão escurece, joga o corpo contra a parede, a visão clareia, continua andando.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ele levanta-se de novo. Apóia a mão no ombro do colega, levanta o pé, vai mancando e pulando num pé só em direção a grama e aos amigos que assistem ao jogo, o passo falha, ele cai e se levanta, continua andando.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A mão fecha-se na maçaneta. A porta é aberta, o barulho de passos desritmados segue até ela alcançar a cozinha, a visão cada vez mais clara, as pernas mais firmes. Enche o copo de água gelada, engole e se sente bem, enquanto um rapaz com o pé machucado, sentado na grama, engole água morna de uma garrafa, sentindo tanto ou mais prazer.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E nesse instante, seja lá por qual motivo, um pensa no outro. E ele engole a água com mal humor, sentindo-a amarga, e encara o pé machucado como se ele fosse o culpado de tudo. “Sabe, se eu não tivesse escorregado, eu poderia continuar jogando, com a cabeça vazia, livre”. E é esquecendo novamente dele, e do dia anterior, e de toda a frustração, mágoa, arrependimento, que ela vai para a sala ler.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="font-family: verdana;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O sol desce mais, e muitos relógios marcam quatro e quinze.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37879856-4229472254545847256?l=cesontdesreves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesontdesreves.blogspot.com/feeds/4229472254545847256/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37879856&amp;postID=4229472254545847256' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37879856/posts/default/4229472254545847256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37879856/posts/default/4229472254545847256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesontdesreves.blogspot.com/2007/08/trs-horas-da-tarde.html' title=''/><author><name>Bárbara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01692657294044383529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37879856.post-6785000848691944357</id><published>2007-07-17T14:09:00.000-07:00</published><updated>2011-03-05T04:37:26.945-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='citação'/><title type='text'></title><content type='html'>"O triunfo do campo ocidental na guera fria trouxe consigo a vitória de uma determinada concepção do mundo, a que considera a liberdade como a possibilidade de escolher entre estilos de vida diferentes. O consumidor passou a ocupar o lugar do cidadão, o governo passou a representar a arte de vender: vender uma imagem do governo, vender o país, vender ilusões."&lt;br /&gt;http://www.cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=1&amp;amp;post_id=117&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37879856-6785000848691944357?l=cesontdesreves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesontdesreves.blogspot.com/feeds/6785000848691944357/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37879856&amp;postID=6785000848691944357' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37879856/posts/default/6785000848691944357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37879856/posts/default/6785000848691944357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesontdesreves.blogspot.com/2007/07/o-triunfo-do-campo-ocidental-na-guera.html' title=''/><author><name>Bárbara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01692657294044383529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37879856.post-1204175700030490714</id><published>2007-07-04T17:24:00.000-07:00</published><updated>2011-03-05T04:40:27.446-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vida'/><title type='text'></title><content type='html'>[b][c=#800080]Denise [/c][/b] diz:&lt;br /&gt;na verdade&lt;br /&gt;[b][c=#800080]Denise [/c][/b] diz:&lt;br /&gt;eu costumo achar&lt;br /&gt;[b][c=#800080]Denise [/c][/b] diz:&lt;br /&gt;&lt;span&gt;que nao dá pra passar um bebe por baixo nunca&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;[b][c=#800080]Denise [/c][/b] diz:&lt;br /&gt;xD&lt;br /&gt;Bárbara       [c=4][a=57]ΩΩΩ Super Ohms ΩΩΩ[/a][/c] diz:&lt;br /&gt;ahahahhahahahaha&lt;br /&gt;Bárbara       [c=4][a=57]ΩΩΩ Super Ohms ΩΩΩ[/a][/c] diz:&lt;br /&gt;mas tem q passar&lt;br /&gt;Bárbara       [c=4][a=57]ΩΩΩ Super Ohms ΩΩΩ[/a][/c] diz:&lt;br /&gt;&lt;span&gt;se não&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Bárbara       [c=4][a=57]ΩΩΩ Super Ohms ΩΩΩ[/a][/c] diz:&lt;br /&gt;&lt;span&gt;como é q as mulheres davam a luz&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Bárbara       [c=4][a=57]ΩΩΩ Super Ohms ΩΩΩ[/a][/c] diz:&lt;br /&gt;&lt;span&gt;antes de existir césaria&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Bárbara       [c=4][a=57]ΩΩΩ Super Ohms ΩΩΩ[/a][/c] diz:&lt;br /&gt;&lt;span&gt;elas arrotavam os bebês?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Bárbara       [c=4][a=57]ΩΩΩ Super Ohms ΩΩΩ[/a][/c] diz:&lt;br /&gt;XD&lt;br /&gt;Bárbara       [c=4][a=57]ΩΩΩ Super Ohms ΩΩΩ[/a][/c] diz:&lt;br /&gt;&lt;span&gt;ou vomitavam&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Bárbara       [c=4][a=57]ΩΩΩ Super Ohms ΩΩΩ[/a][/c] diz:&lt;br /&gt;sei lá&lt;br /&gt;Bárbara       [c=4][a=57]ΩΩΩ Super Ohms ΩΩΩ[/a][/c] diz:&lt;br /&gt;XD&lt;br /&gt;Bárbara       [c=4][a=57]ΩΩΩ Super Ohms ΩΩΩ[/a][/c] diz:&lt;br /&gt;já pensou?&lt;br /&gt;[b][c=#800080]Denise [/c][/b] diz:&lt;br /&gt;kkkkkkkkkkkkkkk&lt;br /&gt;Bárbara       [c=4][a=57]ΩΩΩ Super Ohms ΩΩΩ[/a][/c] diz:&lt;br /&gt;&lt;span&gt;nosso maxilar ser q nem de cobra?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;[b][c=#800080]Denise [/c][/b] diz:&lt;br /&gt;HIUAHisuhuiaSiuaiushaiHa&lt;br /&gt;Bárbara       [c=4][a=57]ΩΩΩ Super Ohms ΩΩΩ[/a][/c] diz:&lt;br /&gt;&lt;span&gt;q desmonta e remonta depois&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Bárbara       [c=4][a=57]ΩΩΩ Super Ohms ΩΩΩ[/a][/c] diz:&lt;br /&gt;?&lt;br /&gt;[b][c=#800080]Denise [/c][/b] diz:&lt;br /&gt;HIUAHsiuhaIUSaiUHsahsA&lt;br /&gt;&lt;span&gt;ecati&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Bárbara       [c=4][a=57]ΩΩΩ Super Ohms ΩΩΩ[/a][/c] diz:&lt;br /&gt;aí a gente vomitava o bebê&lt;br /&gt;Bárbara       [c=4][a=57]ΩΩΩ Super Ohms ΩΩΩ[/a][/c] diz:&lt;br /&gt;XD&lt;br /&gt;[b][c=#800080]Denise [/c][/b] diz:&lt;br /&gt;ter um filho bomitado&lt;br /&gt;[b][c=#800080]Denise [/c][/b] diz:&lt;br /&gt;imagina&lt;br /&gt;Bárbara       [c=4][a=57]ΩΩΩ Super Ohms ΩΩΩ[/a][/c] diz:&lt;br /&gt;ahahahahhaha&lt;br /&gt;[b][c=#800080]Denise [/c][/b] diz:&lt;br /&gt;&lt;span&gt;o alongamento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Bárbara       [c=4][a=57]ΩΩΩ Super Ohms ΩΩΩ[/a][/c] diz:&lt;br /&gt;bom&lt;br /&gt;[b][c=#800080]Denise [/c][/b] diz:&lt;br /&gt;&lt;span&gt;que ia ter que ter&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Bárbara       [c=4][a=57]ΩΩΩ Super Ohms ΩΩΩ[/a][/c] diz:&lt;br /&gt;do jeito q é&lt;br /&gt;[b][c=#800080]Denise [/c][/b] diz:&lt;br /&gt;&lt;span&gt;sua faringe&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;[b][c=#800080]Denise [/c][/b] diz:&lt;br /&gt;xD&lt;br /&gt;Bárbara       [c=4][a=57]ΩΩΩ Super Ohms ΩΩΩ[/a][/c] diz:&lt;br /&gt;num é mto menos pior&lt;br /&gt;Bárbara       [c=4][a=57]ΩΩΩ Super Ohms ΩΩΩ[/a][/c] diz:&lt;br /&gt;ao menos, eu num acho&lt;br /&gt;Bárbara       [c=4][a=57]ΩΩΩ Super Ohms ΩΩΩ[/a][/c] diz:&lt;br /&gt;preferia vomitar&lt;br /&gt;Bárbara       [c=4][a=57]ΩΩΩ Super Ohms ΩΩΩ[/a][/c] diz:&lt;br /&gt;ao menos&lt;br /&gt;Bárbara       [c=4][a=57]ΩΩΩ Super Ohms ΩΩΩ[/a][/c] diz:&lt;br /&gt;o pobrezinho num saía&lt;br /&gt;Bárbara       [c=4][a=57]ΩΩΩ Super Ohms ΩΩΩ[/a][/c] diz:&lt;br /&gt;por entre o lugar onde eu faço xixi e o do cocô&lt;br /&gt;[b][c=#800080]Denise [/c][/b] diz:&lt;br /&gt;o.O eu acho que nao gostaria de ter um bebe saindo pela minha boca nao&lt;br /&gt;[b][c=#800080]Denise [/c][/b] diz:&lt;br /&gt;O_o&lt;br /&gt;[b][c=#800080]Denise [/c][/b] diz:&lt;br /&gt;ah claro&lt;br /&gt;[b][c=#800080]Denise [/c][/b] diz:&lt;br /&gt;e eu nunca mais iria conseguir comer nada&lt;br /&gt;[b][c=#800080]Denise [/c][/b] diz:&lt;br /&gt;ao lembrar&lt;br /&gt;[b][c=#800080]Denise [/c][/b] diz:&lt;br /&gt;que saiu um troço da minha boca&lt;br /&gt;Bárbara       [c=4][a=57]ΩΩΩ Super Ohms ΩΩΩ[/a][/c] diz:&lt;br /&gt;ahahahahhahaha&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37879856-1204175700030490714?l=cesontdesreves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesontdesreves.blogspot.com/feeds/1204175700030490714/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37879856&amp;postID=1204175700030490714' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37879856/posts/default/1204175700030490714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37879856/posts/default/1204175700030490714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesontdesreves.blogspot.com/2007/07/bc800080denise-cb-diz-na-verdade.html' title=''/><author><name>Bárbara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01692657294044383529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37879856.post-7665595343417866657</id><published>2007-05-04T19:37:00.000-07:00</published><updated>2011-03-05T04:40:27.446-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vida'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Todo dia, no caminho para escola, estou ouvindo a mesma playlist, então, como eu sou muito à toa, resolvi vir aqui postá-la e sugerir que vocês ouçam as músicas. &lt;span style="" lang="EN-US"&gt;São todas ótimas. ^^&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;1. You Know My Name - Chris Cornell&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Abertura do 007 - Casino Royale. E para ser sincera, a única coisa que presta naquele filme.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;2. Democracy? - The Damned&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Música na linha "anarquista-pacifista-pessimista".&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;"'Cause revolution changes nothing&lt;br /&gt;And voting changes even less"&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;3. Not If You Were The Last Junkie On Earth - Dandy Warhols&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Algo divertido. E se quiser parecer &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cool&lt;/span&gt;, coloque uns piercings e vire gay, mas usar heroína é tão &lt;span style="font-style: italic;"&gt;passé&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;4. Good Day (Dresden Dolls Cover) - Raul Corrêa&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O Raul é um amigo meu que toca piano e canta. Ele fez dois covers de Dresden Dolls, e esse daí é o melhor.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;5. Still Take You Home – Arctic Monkeys&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Minha música preferida da bandinha mais pop do mundo pseudo indie.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;6. Think I’m In Love – Beck&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Música super fofa do Beck. No meu caso, a identificação é imediata no refrão “I think I’m in love, but it makes me kinda nervous to say so”.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;7. Nausea – Beck&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Eu realmente não entendo o que me agrada tanto na sonoridade das músicas do Beck. Mas nas letras é fácil perceber. São geniais, confusas, e de fácil identificação. Sei lá porquê, mas são.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;8. Ever Fallen In Love? – Buzzcocks&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;Essa banda é linda. Sim, sim, linda. Punk no estilo antigo, como deve ser. E a letra meio clichê, mas essa é mais pra preparar para a próxima música da playlist.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;9. Boredom – Buzzcocks&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Minha música preferida da banda. Tirando os solinhos agudos, que por algum motivo, ficam mais altos que o resto da música toda, e sempre estouram os meus ouvidos. Eu fico com a mão no volume para diminuir quando começam e aumentar logo depois.&lt;br /&gt;E a letra é ótima. É cínica, fria, direta, cortante como uma navalha. Me lembra um tiquinho Sex Pistols, embora não seja nem uma tentativa de ser politizada. Trata de algo bem normal e pessoal – tédio.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;10. Never There – Cake&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;A primeira vez que ouvi essa música foi quando achei o clipe dela num computador que, definitivamente, não deveria tê-lo. É bem legal, meio country, mas com um vocal quase falado. E se tiverem a chance, assistam o clipe. A música ganha um gostinho especial depois disso.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;11. Nothing I Haven’t Seen – Beck&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Metade das vezes que ouço essa playlist, pulo essa música achando ela a mais chata de todas. Matade das vezes, ouço ela me identificando e adorando. Só que essa segunda metade é quando estou deprimida, porque ô melodia chata... O refrão é ótimo, vale para mil situações, e é algo que as pessoas nem notam tanto, então não virou clichê ainda. &lt;span style="" lang="EN-US"&gt;(“It’s nothing that I haven’t seen before, but it still kills me, like it did before”)&lt;br /&gt;Enfim, ouçam e tirem suas conclusões.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;12. Loser – Beck&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A música que me fez gostar de Beck. Animada, divertida, letra confusa do jeito que eu gosto, mais falada que cantada, e com um verso em espanhol no refrão. (Curiosamente, eu gosto disso. Gostei de Single, do Pet Shop Boys, e uma das coisas que me agradou foi a mistura de inglês e espanhol.)&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;13. Harder Better Faster Stronger – Daft Punk&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Uma das poucas músicas da playlist que não é realmente especial para mim. Mas é divertida ainda assim. Afinal, é Daft Punk.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;14. I Disappear – The Faint&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Teve uma época em que eu amava The Faint e ouvia essa música compulsivamente. Tem algo na distorção que eles usam na guitarra, e nas linhas de baixo que eles tocam, que realmente me impressiona em TODAS as músicas dessa banda. E eu adoro essa letra. Fala sobre perder o controle de si mesmo. (Minha mãe disse que parece que narra como é estar drogado.) E tem a parte em que a música diminui o ritmo, fica mais calma, menos guitarras, mais música eletrônica, e vem ele falando “How could I resist? &lt;span style="" lang="EN-US"&gt;It’s all I wanted and now I’ve guess I got it. Why it happened I don’t know. &lt;/span&gt;Hope this doesn’t last forever.” Acho genial, tentação, desejo e arrependimento, tudo de uma vez.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;15. Dropkick The Punks – The Faint&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Totalmente diferente de todas as músicas do Faint que eu conheço. Muito mais Punk Rock. Aliás, tenho até dúvidas se é deles mesmo, embora o baixo e a guitarra me impressionem como nas outras. É divertidíssima. E a letra é praticamente uma descrição do que seria ser punk, uma viagem por esse universo. Por motivos pessoais, eu gosto do verso “Hoist the antenna &amp;amp; pirate the waves.”&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;16. Dinosaurs Will Die – NoFX&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Minha música preferida do NoFX. Como eu ouço pouco essa banda, e não gosto da maioria das músicas, isso pode parecer não significar muito, mas eu realmente amo essa música. Prestem atenção na letra e me entenderão. (E que esses dinossauros em especial, morram. Extinção nunca pareceu tão bom.)&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;17. Don’t Give Up – The Noisettes&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tenho ouvido muito essa banda atualmente. Gosto do instrumental dela. Acho que tem o que eu gosto do instrumental de Dropkick the Punks. E o vocal é lindo. Alguma coisa no jeito como essa mulher canta lembra um pouco a Janis Joplin, passando de tons médios a agudos rapidamente.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;18. Blues From Down Here – TV On The Radio&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Quando ouvi as músicas dessa banda, não achei graça. Dali a alguns dias, estava com essa música na cabeça. A letra dela é muito forte e irônica. E o vocal é totalmente perfeito. É o encerramento perfeito para a minha playlist diária.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37879856-7665595343417866657?l=cesontdesreves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesontdesreves.blogspot.com/feeds/7665595343417866657/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37879856&amp;postID=7665595343417866657' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37879856/posts/default/7665595343417866657'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37879856/posts/default/7665595343417866657'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesontdesreves.blogspot.com/2007/05/todo-dia-no-caminho-para-escola-estou.html' title=''/><author><name>Bárbara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01692657294044383529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37879856.post-117512811200991406</id><published>2007-03-28T18:26:00.000-07:00</published><updated>2007-03-28T18:33:11.593-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;h1&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Estudantes ocupam o Plenário da Câmara Municipal de BH pedindo pelo Meio-Passe&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Hoje, 28 de março, foi feita uma manifestação pelo direito dos estudantes ao meio-passe nos ônibus de BH, que é a única capital do Brasil onde os estudantes não tem nenhum tipo de benefício em suas passagens (por isso, um dos refrões cantados pelos manifestantes é “Meio passe já! Só falta BH! Mas que vergonha!”).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ao mesmo tempo em que havia uma passeata do lado de fora, partindo da Praça Sete, foi feita uma invasão a Câmara Municipal. Nós, estudantes, chegamos em ônibus alugados por nossas respectivas escolas e entramos no prédio, encontrando certa resistência por parte dos seguranças, que tentaram fechar as portas. Alguns dos estudantes foram agredidos, mas conseguiram abrir as portas e segurá-las abertas até que houvesse muitos manifestantes do lado de dentro. Então seguimos para o plenário, cantando os refrões típicos destas manifestações.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O local estava lotado de estudantes e, embora fôssemos pacíficos, os seguranças tentavam inutilmente nos controlar ou nos expulsar. Havíamos feito uma “faixa” (com pedaços de papel colados com durex) e colocado cabos de vassoura dos lados para segurar, e um segurança os arrancou. Algum tempo depois, a polícia militar apareceu e ficaram alguns na porta. Ficamos sabendo que a passeata havia chegado do lado de fora com aproximadamente mil estudantes. Tínhamos planos de só sair quando o meio-passe fosse aprovado, fosse preciso o tempo que fosse.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ficamos ali, cantando, ouvindo os discursos de nossos companheiros, e fazendo e colando cartazes, enquanto a fome, a sede e a vontade de ir ao banheiro aumentavam. Mas não podíamos sair, porque, se o fizéssemos, a polícia nos impediria de voltar. Por fim, um vereador nos disse que nós podíamos ir ao banheiro. Algumas pessoas foram, mas não conseguiram voltar. Uma dessas, Amanda, que havia deixado a mochila dentro do plenário, disse que ao voltar, o tenente Guilherme lhe disse que não poderia entrar novamente, ao que ela respondeu que precisava pegar suas coisas. Como resposta, ouviu que se não saísse por bem, seria por mal, e que os policiais tinham quatro cachorros que podiam soltar contra ela. Enquanto ela protestava inutilmente, um vereador saiu da câmara, conversou com ela e levou-a para um lugar seguro, onde ela pode ficar escondida até conseguir voltar à manifestação, mais tarde. A amiga que estava com ela não pode voltar, e teve que ficar do lado de fora, junto dos estudantes que participaram da passeata.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Após algumas horas, conseguimos, enfim, direito a ir ao banheiro e a beber água, mas continuávamos passando fome, pois o acesso à cantina nos havia sido negado, e todos que tentavam entrar no prédio com comida eram barrados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Às 10h30, uma comissão de estudantes se reuniu com o líder da câmara e com os vereadores que apoiaram a nossa iniciativa. Discutiram um prazo para a votação do projeto e combinaram uma segunda reunião, às 17h, com a representante da prefeitura, para discutir a possibilidade de se fazer um decreto. Como havia 54 projetos vetados cujo veto deveria ser votado novamente, antes do projeto do meio-passe, foi decidido que a Câmara trataria destes o mais rápido possível, e votaria o nosso projeto no dia 16 de Abril.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por volta de 11h30, boa parte dos estudantes do Coltec, escola com mais alunos ali, saíram, pois esta era a hora marcada para a volta do ônibus alugado. Algum tempo depois, saíram quantidades significativas de alunos de outras escolas, mas, mesmo que muitos tivessem ido embora, ainda havia muitos estudantes, o que apenas demonstrava que a quantidade de invasores havia sido realmente grande.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Os manifestantes que ficariam durante a tarde, assinaram uma lista, de modo que se soubesse a quantidade de alimentos necessários. Porém, ainda demoramos muito tempo até conseguirmos comida para todos. Alguns estudantes conseguiram uma marmita, e uma menina apareceu com uma sacola cheia de bananas, que distribuiu por aí, mas ainda não tínhamos acesso a cantina, nem o direito de entrar com alimentos. Ficamos lá, famintos, sentindo o cheiro forte do café dos funcionários.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por volta de 14h15, subimos para a galeria, em cima do plenário, de onde poderíamos assistir a esse. Pouco tempo depois, finalmente, conseguiram trazer comida, e todos comemos pão com salame (embora alguns tenham optado só pelo pão). No entanto, os seguranças vieram nos dizer que não podíamos cortar o pão, porque estávamos usando faca, e não podemos usar faca ali.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quinze minutos depois, era o horário marcado para o início do plenário, que não pode começar a menos que se tenha um mínimo de 22 vereadores. Mais quinze minutos depois, havia apenas sete.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ficamos cantando e gritando até que o plenário começasse. Alguns seguranças entraram mais uma vez, e disseram que os instrumentos que nós tínhamos (um violão e alguns tambores), deveriam ser guardados, porque uma vez um louco jogou um instrumento musical lá embaixo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Instrumentos infelizmente guardados, nós continuamos cantando, observados pelos olhos curiosos dos vereadores, que, em algumas músicas, chegaram a dançar, e em outras, a rir (“Meio passe não é esmola! O filho do prefeito vai de carro para escola!”).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Até às 15h, quando foi a abertura do plenário, havia chegado 29 vereadores e a plenária começou, sendo que logo havia um total de 34. O primeiro projeto apresentado foi sobre estacionamentos de Shoppings Centres. (Se compradores e vendedores deveriam pagar... Foi vetado.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  class="MsoNormal" style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ficamos assistindo eles votarem em diversos projetos, alguns úteis, a maioria irrelevante, enquanto tomavam seus cafés. (Algum tempo depois, nossas bocas secas receberam refrigerantes Del Rey, por parte do movimento.) Em certo momento, eles chamam os vereadores que nos apóiam para falar sobre o meio passe. Eles nos parabenizam, apontam o quanto fomos pacíficos e respeitosos, e falam sobre o projeto. Depois, mais dois vereadores vêm falar, e ambos nos cumprimentam pela manifestação e pelo respeito, mas falam que nossos esforços são inúteis, pois questões de tarifa são com o poder executivo. Anos antes, eles votaram a favor do mesmo projeto e este foi vetado pelo prefeito de então. Não adianta nada aprovar lei de meio-passe na Câmara se o prefeito vai vetá-la logo em seguida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:85%;"  &gt;Enfim, continuei lá até as 16h30, quando ainda faltavam 30 itens antes do projeto do meio-passe. Quando saí, ainda havia mais de 50 estudantes, mas não estava realmente cheio, como os policiais militares, armados de porretes, disseram para os estudantes do lado de fora que desejavam entrar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37879856-117512811200991406?l=cesontdesreves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesontdesreves.blogspot.com/feeds/117512811200991406/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37879856&amp;postID=117512811200991406' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37879856/posts/default/117512811200991406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37879856/posts/default/117512811200991406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesontdesreves.blogspot.com/2007/03/estudantes-ocupam-o-plenrio-da-cmara.html' title=''/><author><name>Bárbara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01692657294044383529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37879856.post-117228732897362015</id><published>2007-02-23T19:20:00.000-08:00</published><updated>2011-03-05T04:40:44.307-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ficção'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family: verdana;font-size:85%;" &gt;-Ah, minha filha, o seu sonho não é sonho, é pesadelo!&lt;br /&gt;-Pesadelo?&lt;br /&gt;-Você já viu alguém sonhar o que você sonha? Você diz que todos deveríamos ser felizes, mas, além de você, quem você já viu querer viver num mundo onde todos são felizes?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: verdana;font-size:78%;" &gt;&lt;br /&gt;Texto antigo...&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37879856-117228732897362015?l=cesontdesreves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesontdesreves.blogspot.com/feeds/117228732897362015/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37879856&amp;postID=117228732897362015' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37879856/posts/default/117228732897362015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37879856/posts/default/117228732897362015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesontdesreves.blogspot.com/2007/02/ah-minha-filha-o-seu-sonho-no-sonho.html' title=''/><author><name>Bárbara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01692657294044383529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37879856.post-116785521479576368</id><published>2007-01-03T12:06:00.000-08:00</published><updated>2007-01-03T12:13:34.796-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;"Eu o amo."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;Era tudo em que ela podia pensar enquanto mergulhava no abraço dele, sentia seus braços cobrirem-na, se afundava naquele calor, e se afogava naquele sentimento...&lt;br /&gt;"É, eu o amo."&lt;br /&gt;E então o sol aparecia. Um ponto brilhante no horizonte, queimando o mar. E ela se lembrava de porquê estava ali e do que deveria fazer.&lt;br /&gt;- Eu sinto muito. Adeus.&lt;br /&gt;Horas depois, um homem de negócios fazendo sua caminhada matinal veria o corpo caído sobre a areia, se aproximaria e veria todo o sangue. E só então seria chamada a ambulância. Mas é claro que seria tarde demais.&lt;br /&gt;Ninguém vira quando ele morrera. Afinal de contas, acima de qualquer coisa, naqueles instantes, ela havia amado o silenciador de seu revólver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Texto que eu escrevi há muuuuuuito tempo...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37879856-116785521479576368?l=cesontdesreves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesontdesreves.blogspot.com/feeds/116785521479576368/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37879856&amp;postID=116785521479576368' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37879856/posts/default/116785521479576368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37879856/posts/default/116785521479576368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesontdesreves.blogspot.com/2007/01/eu-o-amo.html' title=''/><author><name>Bárbara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01692657294044383529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37879856.post-116665367054354600</id><published>2006-12-20T14:18:00.000-08:00</published><updated>2006-12-20T14:27:50.550-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;"A indústria do espetáculo e da ordem imaterial me deve dinheiro. Não vou fazer acordos com ela até eu ter o que me é devido. Por todas as vezes em que apareci na TV, no cinema ou no rádio, como transeunte casual ou como elemento da paisagem, e minha imagem nunca foi paga; por todas as vezes em que meus rastros, inscrições, grafites, fotografias, disposição de objetos no espaço (como em acidentes catastróficos ou espetaculares, atos de vandalismo, fraudes imobiliárias etc.) foram utilizados sem o meu conhecimento em shows e telejornais; por todas as palavras e expressões de impacto comunicativo que eu criei nos bares da periferia, nas praças, nos muros, nos centros sociais, que passaram a ser siglas de programas, poderosos slogans publicitários ou nomes de sorvetes embalados, sem eu ver um tostão; por todas as vezes nas quais meu nome e dados pessoais foram colocados para trabalhar de graça dentro de cálculos estatísticos, para adequar à demanda, definir estratégias de marketing, aumentar a produtividade de empresas que não poderiam me ser mais alheias; pela publicidade que faço continuamente usando camisetas, mochilas, meias, casacos, sungas, toalhas com marcas e slogans comerciais, sem que meu corpo receba uma remuneração como outdoor publicitário; por tudo isso, e muito mais ainda, a indústria do espetáculo integrado me deve dinheiro!&lt;br /&gt;Entendo que seria difícil calcular singularmente o quanto me devem. Mas isso não é de jeito nenhum necessário, pois eu sou Luther Blissett, o múltiplo e múltiplice. E tudo que a indústria do espetáculo me deve, deve aos muitos que eu sou, e me deve porque eu sou muitos. Nesse sentido, podemos fechar um acordo para uma remuneração por empreitada geral. Vocês não terão paz até eu ter o dinheiro! MUITO DINHEIRO PORQUE EU SOU MUITOS: RENDA DE CIDADANIA PARA LUTHER BLISSETT!"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37879856-116665367054354600?l=cesontdesreves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesontdesreves.blogspot.com/feeds/116665367054354600/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37879856&amp;postID=116665367054354600' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37879856/posts/default/116665367054354600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37879856/posts/default/116665367054354600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesontdesreves.blogspot.com/2006/12/indstria-do-espetculo-e-da-ordem.html' title=''/><author><name>Bárbara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01692657294044383529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37879856.post-116567568975658870</id><published>2006-12-09T06:45:00.000-08:00</published><updated>2006-12-09T06:48:09.766-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;E se um dia a gente acordasse e descobrisse que tudo não passou de um sonho?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Eu não me surpreenderia.&lt;br /&gt;O mundo é tão louco, que não seria uma grande surpresa se fosse um sonho. Olhe em torno! O que há de plausível a sua volta?&lt;br /&gt;“Vivemos” numa sociedade louca, que sobrevive para consumir ao invés de consumir para sobreviver. Dizemos que dinheiro não traz felicidade, e que isso é tudo que todos querem, mas quantos não desistem da felicidade pelo dinheiro? Invertemos a ordem das coisas. O produto é mais importante que a pessoa, e a pessoa não passa de outro produto.&lt;br /&gt;Somos covardes. Dizemos que protegemos nossa vida, mas vivemos para nos proteger.&lt;br /&gt;E nessa ânsia por “segurança” acatamos toda ordem vinda de cima. Todo preconceito que nos foi passado desde nossa tenra infância para que soubéssemos como “viver” nessa sociedade louca. Você já se perguntou por que as ruas amplas são para os carros e as calçadas estreitas para os pedestres, se poucos podem ter carros e, pela lei de trânsito, pedestres têm prioridade? Por que todos pensam que meninas de cinco anos jogam futebol pior que meninos da mesma idade e com a mesma musculatura? Por que pessoas que não desejam ter filhos têm que se preocupar com o sexo de seus companheiros? Por que não se pode andar nu na rua? Por que crianças e adolescentes têm que ir à escola, mesmo sabendo que a maioria dos colégios não tem nada a lhes acrescentar? Por que temos que estudar para uma prova que serve para escolher quem vai estudar? Por que menores de idade não podem beber? Por que drogas como o álcool e o tabaco são permitidas enquanto todas as outras drogas são proibidas? Por que devemos votar? Por que não podemos desacatar a autoridade? Por que existe autoridade?&lt;br /&gt;Eu poderia pensar que simplesmente alguém fez lavagem cerebral em toda a humanidade para que aceitássemos tudo tão passivamente. Talvez isso explicasse, de forma bem forçada, como algo tão louco pode existir. Mas não é só a sociedade que é ilógica.&lt;br /&gt;Cada indivíduo que a compõe também é. Quem nunca se contradisse? As pessoas dizem ter princípios que as regem, mas não perdem tempo em manipulá-los até que sirvam a seus desejos. Ou pior, simplesmente os negam. Agem de formas imprevisíveis demais, ou ao contrário, seguem a massa, sempre dizendo que estão apenas fazendo o que realmente desejam. Abdicam de sua identidade para defendê-la, ou, ao contrário, defendem com unhas e dentes uma identidade falsa e fragmentada. No fim das contas, quem poderia explicar as complexidades da mente?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;E como se os seres vivos sobre esta Terra já não fossem insanos o suficiente, a própria existência do mundo é inexplicável. Quem saberia explicar o tempo? O vemos como algo tão natural que nem nos questionamos sobre sua existência. Nem nos damos ao trabalho de definir este conceito. Como pode existir um antes, um agora e um depois? E de que é feita a matéria? Já descobrimos as moléculas, os átomos, os prótons e elétrons, e muitas partículas ainda menores. Estaremos condenados a seguir dividindo infinitamente a matéria em partículas cada vez menores ou chegaremos a algo indivisível? E como poderia ser possível algo indivisível?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:85%;"&gt;Nada, absolutamente nada, nada faz sentido.&lt;br /&gt;Se eu acordasse dentro de instantes. E se eu lembrasse que nada é louco como estou sonhando que é. Se eu abandonasse o sono e visse uma outra realidade.&lt;br /&gt;Eu não me surpreenderia.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37879856-116567568975658870?l=cesontdesreves.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cesontdesreves.blogspot.com/feeds/116567568975658870/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=37879856&amp;postID=116567568975658870' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37879856/posts/default/116567568975658870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37879856/posts/default/116567568975658870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cesontdesreves.blogspot.com/2006/12/e-se-um-dia-gente-acordasse-e.html' title=''/><author><name>Bárbara</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01692657294044383529</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
